Este sábado se confirmou o que já se esboçava desde o fim de janeiro: as centrais sindicais declararam apoio direto à candidata de Lula à presidência, Dilma Roussef! As cinco centrais começaram a esboçar o apoio sob o véu da Campanha das 40 horas. Foi em um encontro que discutiria as ações da campanha que CUT, Força Sindical, CTB, CGTB e UGT indicaram que definiriam conjuntamente apoio a “algum” candidato à presidência. Na época não estava oficializado quem seria esse “beneficiado”.
No palanque montado no evento “Encontro em Defesa do Trabalho Decente”, organizado pelas centrais no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, no dia 10 de abril, o apoio foi declarado. O encontro, segundo o sindicato, divulgaria o resultado de pesquisa encomendada pelas centrais ao Dieese. Mas, coincidentemente, foi marcado no mesmo dia do lançamento oficial da candidatura de José Serra em Brasília.
É a primeira vez que centrais sindicais se unem dessa forma para apoiar explicitamente um candidato à presidência. Mas são os trabalhadores que sabem o preço desse apoio inédito.
A mudança na atuação das centrais ficou clara desde o início do governo Lula. Os trabalhadores foram obrigados a aceitar acordos rebaixados e a se calar diante de diversos ataques dos patrões pois os sindicatos ligados a essas centrais bloqueavam qualquer manifestação tentando proteger a imagem de Lula e o PT.
Agora com o apoio das centrais a Dilma oficializado, fica claro que o ano de 2010 vai ser mais um ano em que os sindicalistas tentarão bloquear as manifestações e greves em defesa dos salários. Tudo pela defesa de um partido que se apropria cada vez mais dos recursos do Estado e cada vez menos defende qualquer direito dos trabalhadores.
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