Recentemente, logo após assumir a presidência dos EUA, o presidente Obama, encontrando-se com Lula, como se sabe, disse expressão que foi traduzida em português por “esse é o cara!". Depois disso, várias vezes, apareceram supostas divergências entre os EUA e o Brasil. Agora pouco, no caso das negociações com o Irã, reapareceram divergências e, posteriormente, os EUA pareciam discordar do acordo conseguido pelo “o cara” brasileiro e o “o cara”da Turquia.
No entanto, logo em seguida, puseram-se confusamente panos quentes na história. Divulgou-se trecho de carta em que o próprio Obama teria recomendado as propostas levadas por Lula e pelo primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan.
Afinal, Lula é ou não é “o cara” do Obama? Lula e Erdogan são ou não são confiáveis para as grandes potências e para o grande capital internacional?
Nesse sentido, parece que há uma espécie de jogo de gato e rato que se desenvolve pela grande mídia burguesa em relação a uma série de lideranças dos países ditos emergentes. Em certos momentos, eles são mostrados como contrariando as grandes potências. Depois os vemos em grandes confraternizações. Lembremos que Lula virou um grande amigo de Bush, cuja amizade terminou até em churrasco...
Agora, neste domingo, dia 23 de maio, noticiou-se que Lula estaria sendo cogitado, depois do término de seu mandato, para possível Secretário Geral das Nações Unidas ou até mesmo para presidente do Banco Mundial!
De fato, parece que ele é “o cara” do Obama e do capitalismo em crise que precisa de um líder sindical com grande experiência em apagar fogueiras!
Um célebre revolucionário do século XX escreveu certa vez: “Em tempo de guerra ou de revolução, quando a situação da burguesia se torna particularmente difícil, os dirigentes sindicais tornam-se, comumente, ministros burgueses.”
Não sabia o nosso sábio profeta que a burguesia no século XXI chegaria ainda mais longe! Poderia pensar até mesmo em colocar esses caras de presidentes de um país e mesmo de presidentes do Banco Mundial!
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