O presidente do Postalis, Alexej Predtechensky, está sendo acusado de ter ligações com o esquema comandado por Fernando Sarney, o filho do Senador José Sarney, que responde a processos na Polícia Federal. Durante a sua gestão, Alexej fez investimentos de R$ 371,9 milhões em três empresas do setor elétrico ligadas a Fernando Sarney (a Multiner e em outras duas vinculadas a ela — a Raesa (Rio Amazonas Energia e a New Energy). Esse investimento feito por Alexej nas empresas ligadas a Fernando Sarney representa 50,06% do total destinado pelo fundo ao setor.
Alexej foi indicado para o cargo de presidente do Postalis pelo Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, um dos mais fiéis aliados de José Sarney. Até o ano passado, Alexej era formalmente sócio de Marcio Lobão, um dos filhos do ministro, numa importadora de carros BMW com sede em Brasília.
O rombo do Postalis
O Postalis tem um déficit atuarial de R$ 1,43 bilhão, o que significa que o fundo não tem recursos suficientes para honrar todas as aposentadorias no futuro. A estimativa da direção da ECT era que o rombo fosse de R$ 630 milhões, mas depois que as contas foram analisadas por três consultorias, chegou-se a esse valor 120% maior. Os trabalhadores não têm nada a ver com esse rombo, pois o déficit é referente a contribuições feitas antes do ano 2000, quando ainda não vigorava a regra da paridade (em que empresa e contribuintes colocam dinheiro no fundo na mesma proporção). Portanto, a empresa terá que cobrir sozinha esse rombo. Apesar disso, a direção da ECT está querendo dividir a dívida com alguém.
Para quem vai a conta?
Como disse o Diretor dos Recursos Humanos, Pedro Bifano: “o rombo do Postalis pode impedir que a ECT pague a PLR neste ano”. Pelo jeito, a direção da ECT espera que os trabalhadores acabem pagando a conta. Há meses ninguém fala mais na PLR. O assunto morreu. O sindicato também está quieto demais. Eles só alegam que a empresa não quer negociar.
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