Trabalhadores dos Correios de vários estados paralisaram o trabalho no dia 26/05 reivindicando pagamento igual da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para todos os trabalhadores da empresa. A proposta da empresa é pagar R$ 40.000 para os cargos de alto escalão e somente R$ 800 para os demais trabalhadores. Os trabalhadores exigem também a contratação de pessoal via concurso público e rejeitam o projeto de privatização da ECT.
Em Porto Alegre, a Brigada Militar reprimiu os trabalhadores que tentavam bloquear a saída de caminhões carregados de correspondências do Centro de Distribuição dos Correios. Em Belo Horizonte, os trabalhadores realizaram assembléia e passeata no centro da cidade.
A paralisação não abrangeu todos os estados devido ao fato de, apesar de ser uma categoria em âmbito nacional, ela estar organizada em sindicatos estaduais, parte dos quais são controlados por correntes políticas que apóiam o governo Lula. Nesses estados os trabalhadores têm enfrentado, nos últimos anos, enormes dificuldades em superar o bloqueio representado por essas direções, que transformaram os sindicatos em verdadeiras correias de transmissão do Estado no interior de todo o movimento operário.
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