Aconteceu na Unicamp, dia 13 de novembro, ação terrorista de delinquência artística por parte dos Pimenta Maledetti. A ação tomou de assalto a cerimônia de inauguração da nova sede do AEL (Arquivo Edgard Leuenroth) no momento exato de realizar-se e aterrorizou muitos dos presentes, que deixaram o local em protesto.
Contando com o apoio do Governo Federal, do Ministério da Cultura, da Petrobras, da Unicamp, do IFCH etc. e com a presença de ilustres figuras como Marco Aurélio Garcia (Assessor Especial do Presidente Lula para assuntos internacionais, famoso por seus gestos públicos) e diversos figurões de menor importância, tudo ia bem na inauguração até que, de repente, ao som de Kenny G. iniciou-se a Operação Fogo no Edgard.
Os Pimenta Maledetti são um semi-racha do grupo artístico-terrorista Papoulas Gustativas que, por sua vez, possuem algum tipo de vinculação com o grupo que fundou o Departamento de Estética Marcel Duchamp no ano passado, onde promoveu atividades sensitório-gustativo-musicais em choque com os bom-saberes e departamentos da universidade – e apesar da burocracia estudantil!
Para além dos mortos arquivados e seus arquivadores, os Maledetti mostram que, em algum sentido, na universidade da burocracia, o passado domina o presente. Na universidade livre, pelo contrário, é o presente que domina o passado.
Abaixo os mortos que governam a vida!
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