Mais do que nunca é necessária a construção de um processo que permita a defesa da classe trabalhadora mundial diante do ataque avassalador do capitalismo em crise. Devastam-se as forças fundamentais da humanidade que são os trabalhadores, devastam-se as forças da natureza, devastam-se todas as condições de vida das forças da vida.
Mais do que nunca é necessária a construção de um partido mundial dos trabalhadores que realize o combate contra a barbárie capitalista que avança e avança. Para realizar essa tarefa histórica é fundamental que a juventude e os trabalhadores se unifiquem contra a barbárie que avança e avança.
NÃO É NECESSÁRIO CRIAR UM NOVO PROGRAMA.
O programa já existe, o programa está presente, o programa é presença desde o séc. XX, o programa é resultado de um processo histórico. Que programa é este senão aquele que surgiu na tradição bolchevique? Que programa é este senão aquele que surgiu dos três primeiros congressos da III Internacional comunista? Que programa é este senão aquele que se desenvolveu a partir da própria falência da III Internacional? Que programa é este senão aquele que começou a ser elaborado, de maneira mais determinada, a partir de 1933, por Leon Trotsky, quando a III Internacional capitulou definitivamente diante do nazismo que destruiu o partido comunista alemão e a própria III Internacional?
A partir de 1933, diante da falência absoluta da III Internacional e do Partido Comunista alemão, Leon Trotsky lançou a perspectiva da construção de uma nova Internacional dos trabalhadores: a IV Internacional. Essa perspectiva se concretizou em 1938, quando foi fundada a nova internacional dos trabalhadores e o seu programa, o PROGRAMA de TRANSIÇÃO, foi apresentado como o resultado histórico de um longo processo de luta dos trabalhadores.
Hoje, na verdade, esse mesmo programa reaparece como a única saída, como o único caminho, como a única estrada que permite caminhar para um futuro histórico da humanidade.
É necessário retomar o Programa de Transição, e, sobretudo, as suas palavras-de-ordem fundamentais: ESCALA MÓVEL DE SALÁRIOS (ou seja, reajuste mensal dos salários de acordo com a inflação) e ESCALA MÓVEL DAS HORAS DE TRABALHO (ou seja, divisão das horas de trabalho existentes em cada fábrica entre todos os trabalhadores que participam do processo de trabalho dessa fábrica).
A barbárie avança, o desemprego avança, os salários caem, os alimentos fundamentais da classe trabalhadora sofrem reajustes sistemáticos, mas, eles não passarão!
A classe operária brasileira e mundial, hoje, tem plenas condições de responder de maneira firme, firme e firme contra a burguesia decadente e semi-acabada. Chegou a hora, trabalhadores e estudantes, de responder com o “velho” programa, o PROGRAMA de TRANSIÇÃO. Chegou a hora de levar o “velho” PROGRAMA às massas e responder ao ataque da burguesia de acordo com a tradição bolchevique!
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