No último dia 19, o MNN (Movimento Negação da Negação) ocupou o centro de São Paulo em mais um ato por sua legalização. Bandeiras, estandartes, tambores e cerca de 60 militantes abordavam quem passava pela Praça Ramos das 10h às 13h para a campanha pela oficialização do movimento como partido político.
No som, as denúncias de corrupção e do caos sentido diariamente pelos paulistas estimularam as mais de 3000 mil assinaturas recolhidas em apoio à criação do novo partido. “Eu colaboro porque eu também sou contra tudo isso que tá errado, como a corrupção. O povo precisa combater como fazia antigamente. Todo mundo vê o que tá acontecendo e não faz nada. Tem que fazer, como vocês estão fazendo”, afirmou Sérgio Lúcio de Oliveira, 57 anos.
Para os militantes, a boa receptividade é mais uma prova da possibilidade de um novo futuro a partir do programa do MNN. “Todo mundo vê que não dá mais e se identifica, porque a gente parte das coisas que são mais sentidas – salário, emprego e liberdade. As pessoas vêem que não existe um partido legalizado que lute por esses direitos mínimos”, disse o militante Jefferson Ribeiro Junior, 23 anos, que participa do comitê Jabaquara.
“Partido já tem um monte. Mas é muita traição, mesmo os partidos de esquerda são muito corrompidos. Os trabalhadores e estudantes têm que se unir mesmo”, disse Vicente Rosa, 50 anos, que assinava em apoio ao MNN.
Jefferson conta que, em setembro, também na Praça Ramos, a campanha serviu como uma aproximação de novos militantes. “Pegando assinatura, conheci um rapper que trabalhava aqui no centro. Ele apoiou e depois começou a participar do comitê. Hoje a gente faz coleta de assinatura juntos lá”.
Até o momento, mais de 50 mil pessoas já colaboraram assinando pela formação oficial do partido, que precisa alcançar 500 mil, número exigido pelo TSE. Por isso, o MNN já prepara uma forte campanha para o ano que vem, como anunciou o presidente nacional, Rodrigo Brancher, no encerramento do ato.
“Em 2009, fizemos dezenas de atos, centenas de brigadas, de distribuições de jornais, de panfletagens. Em cada porta de fábrica, nas escolas e universidades, nós trabalhamos duro para defender os interesses dos trabalhadores e da juventude. Em 2010, vamos avançar e lutar ainda mais! Enquanto todos esses partidos, muitos inclusive se dizendo socialistas, estão, na verdade, totalmente comprometidos com a política suja e corrupta dos patrões, o MNN sairá às ruas em 2010 para denunciá-los com toda força, para erguer no horizonte a perspectiva da construção de uma nova direção, um caminho de luta para os trabalhadores e jovens do Brasil e da América Latina!”
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