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“A produção capitalista produz, com a inexorabilidade de um processo natural, sua própria negação. É a negação da negação.”

–Marx, O capital. Livro I - Cap. XXIV, 1867.

TS COMITÊS MNN VER CAPA DA EDIÇÃO #98

LEGALIZAÇÃO

Rumo às 500 mil: 2010 começa com recorde de assinaturas!

Coordenação Geral do MNN

21/03/2010
 
Rumo às 500 mil: 2010 começa com recorde de assinaturas!
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Mais de 80 militantes do MNN estavam ontem (20 de março) na Praça Ramos, centro de São Paulo, em ato que marcou o início da campanha de legalização deste ano. Bandeiras, maracatu e, principalmente, a agitação na caixa de som sobre a falência total dos partidos chamaram a atenção para o recolhimento de cerca de 3500 assinaturas.

“O ano de eleição presidencial é uma oportunidade pra gente entrar com o nosso programa. A abertura das pessoas é muito maior pra construção de um novo partido, porque a falência dos partidos que já estão aí todo mundo vê e reclama”, afirma o presidente nacional do MNN, Rodrigo Brancher.

O caminho para a coleta das 500 mil assinaturas tem funcionado também como uma forma de aproximação com a população, que se interessa e, em muitos casos, discute sobre o programa do MNN e o cenário político.

“É óbvio que o governo Lula não atendeu à demanda da população. E você votar no PSDB é votar no desemprego. Eu acho que pra você mudar radicalmente é preciso a ruptura do capitalismo. E a Dilma também vai fazer o jogo do capitalismo. O Lula também não rompeu”, desabafa Flávio Mendes, 53 anos, que assinou em apoio à legalização.

Militantes de outras cidades também participaram, como o professor Carlos P., 24 anos, de Campo Grande (MS). “A gente percebe que a luta dos trabalhadores é a mesma lá e aqui. Pelo emprego, pelo reajuste de salário. Também fazemos brigadas de coleta de assinatura no centro de Campo Grande, mas aqui tem a vantagem de abordar mais pessoas”, diz Carlos.

Outros foram às ruas com o MNN pela primeira vez, como o estudante Vladimir Guimarães, 26 anos, que participa do comitê Butantã. “Aqui você está em contato com as pessoas, e você sente na pele a indignação, não só com a corrupção, mas com a crise econômica, o desemprego. Hoje eu tô vendo como é construir com os trabalhadores mesmo. E a receptividade é boa. Hoje eu entrei de cabeça, coloco a sigla e assino em baixo”, afirma.

Sair do movimento estudantil para as ruas – caso de Vladimir – também surpreende os que estão de fora. O estudante Bruno Sanches, 25 anos, assinou em apoio à construção do novo partido, pegou o jornal Transição Socialista e já quer participar do MNN.

“Faço Ciências Sociais na UNESP de Marília e lá a gente vê a dificuldade das idéias ultrapassarem os muros da faculdade. Assinei porque acho que isso que vocês estão fazendo na rua é inovador mesmo. A gente tá vendo aí o pessoal conversando com todo mundo, e acho isso muito válido, até pra perceber as aflições das pessoas, na questão do trabalho e tudo”, diz Bruno.

A aproximação de novos militantes e a coleta de assinaturas deve aumentar neste ano, principalmente por ocorrerem as eleições, que acirram o debate político. “Ano passado, recolhemos entre 40 e 50 mil assinaturas. Neste ano, pretendemos chegar a 150 mil”, anuncia Rodrigo Brancher.