MOVIMENTO NEGAÇÃO DA NEGAÇÃO

 
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“A produção capitalista produz, com a inexorabilidade de um processo natural, sua própria negação. É a negação da negação.”

–Marx, O capital. Livro I - Cap. XXIV, 1867.

TS COMITÊS MNN VER CAPA DA EDIÇÃO #105

LEGALIZAÇÃO

Segundo ato do ano consolida força do MNN

Coordenação Geral do MNN

09/05/2010
 
Segundo ato do ano consolida força do MNN
Segundo ato do ano consolida força do MNN
Segundo ato do ano consolida força do MNN
Segundo ato do ano consolida força do MNN
Segundo ato do ano consolida força do MNN
Segundo ato do ano consolida força do MNN

Militantes do MNN de várias regiões de São Paulo foram às ruas do centro, no último sábado (8), para intensificar a campanha de coleta de assinaturas. Nos letreiros de uma grande faixa estendida na Praça Ramos, o MNN convocava a população para a construção de uma nova perspectiva: "Abaixo a corrupção! Defender salários e empregos!". Foi com esse chamado claro e determinado que os militantes, mesmo debaixo de chuva, conseguiram recolher mais de 2 mil assinaturas.

Enquanto assina e compra a última edição do Transição Socialista, o químico José Francisco dos Santos, 47 anos, reconhece a necessidade da construção de uma alternativa para os trabalhadores e a juventude. "A esquerda hoje é fraca, você não vê nenhum movimento sindical forte. Isso aqui que vocês tão fazendo tem que ter mesmo. Chamando, levantando as pessoas. Porque não tem ninguém com uma bandeira de luta hoje".

Conversando com os militantes, a boa receptividade é confirmada. Anna Aggio, 20 anos, do comitê Butantã, avalia uma maior abertura das pessoas em comparação com os outros atos. "Nos anteriores, eu sentia mais reticência quando a gente abordava as pessoas", diz. Questionada sobre a importância de estar ali, ela afirma que "a gente precisa correr contra o tempo. Se é preciso formar um novo partido, então vamos dar o sangue pra isso".

Mas a negação total do atual sistema econômico, que nega à maioria da população os direitos mínimos, é uma posição que ainda surpreende alguns. O estudante Guilherme de Lucas, 18 anos, se aproxima e pede para assinar. "Já conhecia o MNN, porque tinha comprado um Transição perto do Terminal Bandeira. Achei muito de esquerda. A gente tá acostumado com políticas mais brandas e quando a gente vê uma organização de esquerda de verdade, a gente para pra pensar. As ideias são  favoráveis aos estudantes e trabalhadores", diz - e pede a nova edição do jornal.

Para o presidente nacional do MNN, Rodrigo Brancher, o cenário político começa a se configurar um pouco mais com a aproximação das eleições e, por isso, o período é ainda mais favorável para a abertura de novos comitês. Nesse sentido, a própria organização dos atos foi repensada. "Aprimoramos o funcionamento das brigadas e até o processo de agitação, que facilita as abordagens na coleta. E, se não fosse a chuva (que durou cerca de 40 minutos), teríamos resultados melhores ainda. É um esforço coletivo de preparação dos materiais e dos próprios militantes, que não pode ser desperdiçado por causa de uma chuva".

No início da tarde, já com o céu aberto, o ato foi encerrado por Brancher e, em seguida, pelos tambores e a voz dos militantes: "Pra construir uma nova direção, Movimento Negação da Negação! Às ruas, às ruas, às ruas!"

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