Terminaram sem acordo todas as audiências para decidir na Justiça o reajuste salarial dos metalúrgicos da Embraer. A campanha salarial se arrasta desde novembro e até agora os trabalhadores receberam somente migalhas: 4,96% de reajuste incorporado aos salários, referente à “inflação oficial”.
Em 2009, com 5 mil metalúrgicos a menos que 2008 e com a meta para cumprir, a direção da Embraer acelerou o ritmo de trabalho e cobrou horas-extras. Com isso, os trabalhadores produziram 244 aeronaves e bateram o 3º recorde consecutivo de produção. Em troca, os metalúrgicos “ganharam” o aumento das doenças e lesões e nada de aumento salarial!
"É importante abrir os olhos que, nessa situação de crise econômica, o que está acima, custe o que custar, é o lucro do patrão e dos acionistas. Ela é incapaz de repartir esse lucro dando aumento aos trabalhadores”, comenta o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Hebert Claro.
A campanha será julgada, ainda sem previsão de data, pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região de Campinas (SP), o mesmo que no início de 2009 não barrou as demissões de 4.200 trabalhadores pela empresa de aviões.
O Sindicato reivindica aos magistrados 13% de reajuste salarial, índice baseado nas demais campanhas salariais da categoria.
A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que representa a Embraer na Justiça, está propondo a redução da jornada com redução dos salários, corte de benefícios e banco de horas para os trabalhadores.
Participe da construção de um futuro possível, participe dos Comitês do MNN!
Se você quer conhecer o MNN, participe de um dos nossos comitês! Basta chegar no horário e local marcado, se apresentar e partcipar da reunião, colaborando na medida das suas possibilidades e interesse.
Entre em contato, comente uma notícia, se informe sobre as atividades, envie uma denúncia, solicite materiais: fale com o MNN!