No dia 10 de fevereiro os trabalhadores da unidade de Caxias do Sul (RS) da Randon entraram em greve. Os trabalhadores dessa unidade produzem reboques e vagões ferroviários. A Randon é uma das maiores empresas privadas brasileiras, com uma receita bruta prevista para 2010 de R$ 4 bilhões.
Os trabalhadores afirmam que o valor recebido através do Programa de Participação dos Resultados (PPR) é inferior ao recebido por trabalhadores de outras unidades. Cerca de 40% dos 2 mil funcionários da unidade participam do movimento.
No segundo dia de greve a Brigada Militar reprimiu violentamente os manifestantes, sob determinação do governo Yeda Crussius, do PSDB. No confronto, pelo menos quatro sindicalistas e um policial foram feridos.
O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, em Porto Alegre, determinou a legalidade do movimento grevista, restabelecendo no dia 20 de fevereiro o direito de greve dos trabalhadores da Randon.
A direção da empresa tem pressionado os grevistas de várias maneiras. Por um lado, ameaçou descontar os dias parados dos trabalhadores em greve, e, por outro, anunciou um prêmio de 50% a mais por dia de trabalho para trabalhadores que não participassem da greve. Se a empresa tem recursos para premiar os fura-greve, porque não paga o PPR devidamente? Essas medidas autoritárias demonstram que a direção da empresa não tem disposição de negociar e buscar uma solução para o impasse.
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