Mineradores em pequena escala pararam suas atividades de protesto na quarta-feira depois de um confronto com a polícia que resultou em seis mortos e cerca de 30 feridos. O incidente ocorreu na região sul de Arequipa, onde cerca de 6.000 mineradores "artesanais", ou do setor informal, estavam bloqueando o tráfego na Rodovia Pan-Americana, perto da cidade de Chala.
Cinco manifestantes foram baleados e uma mulher morreu de ataque cardíaco quando a polícia tentou desbloquear a estrada. Além dos 30 feridos, 28 manifestantes foram presos. Dirigentes da Federação Nacional dos Mineradores Artesanais do Peru (FENAMARPE), a organização dos mineradores em pequena escala que chamou os protestos, disseram que entre 10 a 20 pessoas estão desaparecidas.
Os mineradores estavam protestando a aprovação de uma lei que o governo de Alan Garcia caracterizou como protetora do meio ambiente; Garcia chamou anteriormente a mineração informal de "selvagem". Entretanto, os dirigentes do sindicato de 60.000 mineradores artesanais, FENAMARPE, alegam que os pequenos mineradores protestam contra dois outros decretos que favoreceriam grandes empresas de mineração e tornaria mais difícil para os pequenos mineradores trabalharem.
O governo havia declarado estado de emergência no dia 1 de abril, em antecipação aos protestos.
Atualmente, entre os 300.000 mineradores do Peru, apenas cerca de 5.350 têm licença, segundo um relatório da agência de notícias IPS (Inter Press Service) do dia 7 de Abril. "A maioria deles tem várias concessões para exploração de minas e contratam mineradores informais em regime de subcontratação", diz o relatório.
Os protestos serão temporariamente paralisados enquanto o governo e FENAMARPE negociam.
[a partir de wsws.org]
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