Depois dos trabalhadores da construção civil no Ceará, esta foi vez dos trabalhadores do Espírito Santo paralisarem o trabalho na Grande Vitória e nos municípios de Aracruz e Anchieta.
A greve que começou no dia 06 de maio marca a luta de trabalhadores contra os salários de fome da categoria, contra o alto grau de exploração e condições de trabalho degradantes.
O primeiro dia de greve foi bastante tenso, com agressões aos trabalhadores que iam até os canteiros de obras convidando os companheiros a aderirem à greve. Na Enseada do Suá, um engenheiro acertou com um pedaço de madeira a cabeça de um trabalhador, que foi parar no hospital. A agressão motivou os demais trabalhadores a destruírem parte do canteiro de obras.
De acordo com informação do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil (Sintraconst-ES), estão parados mais de 28 mil dos 70 mil trabalhadores do setor no estado. Entre as reivindicações estão reajuste salarial de 15%, reposição integral da inflação do período, investimento em segurança nas obras, pagamento de participação nos resultados, plano de saúde e seguro de vida gratuitos e aviso prévio indenizado.
Os patrões ofertam 9,25% de aumento nos salários de fome, que variam de R$ 503 a R$ 1.243, para muitos trabalhadores o aumento não passaria de R$ 50,00.