Trabalhadores da construção da Usina de Santo Antônio, uma das obras do PAC de Lula e Dilma, quebraram e colocaram fogo em mais de 35 ônibus da empresa na madrugada do dia 17 de junho, em Porto Velho (RO). A revolta explodiu depois que um dos companheiros foi agredido por um engenheiro da obra, durante uma manifestação pacífica iniciada na noite do dia anterior. Os trabalhadores estão cansados com o assédio moral dos chefes e insatisfeitos com a ausência de convenção coletiva e aumento salarial. As terceirizadas contratadas pela Camargo Correa não pagavam nenhum direito trabalhista garantido no acordo coletivo da Camargo que estende aos terceirizados. Os trabalhadores estão parados desde então.
“A manifestação foi espontânea por parte dos trabalhadores que estão há meses insatisfeitos com os maus tratos sofridos e o descaso das empresas em relação a alguns direitos adquiridos no acordo do ano passado e que não estão sendo cumpridos, como por exemplo a “Baixada”, que é o direito de retornar ao estado de origem a cada período de 6 meses, o que não está sendo cumprido”,disse o sindicato, ligado a CUT, que tentou bloquear a paralisação a pedido da empresa.
Os trabalhadores não aceitaram a orientação do sindicato a esperar até setembro: “Não, mas não dá para agüentar até setembro não, está ruim, está difícil. O assédio moral está muito grande, nós temos que parar agora para a empresa tomar providência.”
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