A última semana foi marcada por greves gerais na Espanha e na Grécia, onde os trabalhadores europeus novamente demonstraram que são contra as reformas trabalhistas anunciadas pelos seus governos. Na Espanha, todos os 7.500 trabalhadores de trens e metrôs de Madri pararam o serviço por três dias contra o já anunciado corte de 5% nos salários dos trabalhadores do funcionalismo público e o congelamento das aposentadorias em 2011. No País Basco, a greve contou com trabalhadores das demais categorias.
Já na Grécia, uma nova greve geral foi deflagrada na quarta–feira (30/06). Nos cartazes, os gregos anunciavam "Fogo ao FMI", "Fogo ao Parlamento" e "Retirem a reforma das pensões". As ações mais radicalizadas, que podem dar um novo rumo ao movimento, contam com a participação de milhares de jovens, e estão sendo fortemente reprimidas pela polícia.
Com o corte de salários e aumento da idade mínima para aposentadoria, os governos europeus tentam recuperar as doações milionárias concedidas ao setor patronal durante a crise. Os sindicatos, que deveriam representar o interesse dos trabalhadores, dão mostras que são fortes aliados do governo, deixando a classe operária sem orientação.
Segundo as agências internacionais, a greve geral na Grécia contou com um número menor de manifestantes comparado às paralisações que ocorrem no país desde fevereiro, e expressam o bloqueio dos sindicatos às mobilizações permanentes. Na Espanha, as centrais sindicais anunciam uma greve geral apenas para o dia 29 de setembro como resposta ao ataque, dando ao governo espanhol tranqüilidade para prever os possíveis impactos da paralisação e intimidar os trabalhadores a não participarem da manifestação.
As direções pelegas dos sindicatos são o principal obstáculo para os trabalhadores conquistarem, ou pelo menos manterem, uma condição digna de vida. Somente com a superação dessas direções pelegas será possível um futuro com trabalho e salário para todos os trabalhadores!
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