A administração da Central de Atendimento de São Paulo está trilhando um caminho sujo neste último período com o aumento do assédio moral aos funcionários e contra a organização dos trabalhadores.
Primeiro orientou os gerentes das equipes a endurecer o tratamento com os atendentes, especialmente com os delegados sindicais. A unidade não vai conseguir atingir as metas estabelecidas pelo banco e a administração coloca a culpa nos funcionários: “São estes folgados que estão fazendo muitas pausas”.
É evidente que o não cumprimento das metas se deve a questões que fogem do nosso controle. A incorporação do BNC, a implantação do atendimento ao SAC (desterceirização), a mudança no sistema telefônico e principalmente, NENHUMA CONTRATAÇÃO A MAIS diante de todo este “mais-trabalho”. Pelo contrário, as vagas abertas pelos colegas que saíram no final do ano passado e neste último mês ainda não foram repostas.
A orientação foi no sentido de um maior policiamento do dia de trabalho de cada um, acompanhamento do número de pausas e do tempo em pausa de cada funcionário, pois “estes folgados vão muito ao banheiro, ou ficam muito tempo em pós-atendimento, ou ficam conversando com os colegas e tomando um cafézinho”.
As semanas que se seguiram depois desta orientação trouxeram aos atendentes algumas pérolas que beiram a ilegalidade:
Pérola 1: Mais de um gerente disse aos atendentes que se não cumpríssemos as metas, teriam sua PLR reduzida. Um terrorismo mentiroso e já desmentido pelos delegados sindicais! Cumprimento de metas só tem impacto na PLR dos cargos comissionados e de confiança!
Pérola 2: Um dos gerentes entregou a cada um dos funcionários uma planilha com um acompanhamento dos seus dias – tempo logado, tempo em pausa (toalete+descanso+lanche), tempo em pós-atendimento, tempo em ligação etc. Tudo isso por dia trabalhado!!!
Pérola 3: Um gerente encaminhou mensagem pessoal a vários funcionários dizendo para tomar “cuidado com as pausas toalete muito longas. Caso haja algum problema, comunique ao seu gerente”.
Além de tudo isso, existe um movimento deliberado de gerentes e administradores de tentar atacar o trabalho dos delegados sindicais da unidade.
Não acreditem em nenhum boato que tente desmoralizar os delegados sindicais da unidade, pois são construídos no sentido de minar a confiança e a credibilidade na luta coletiva e na organização no local de trabalho!
Todo este movimento de assédio e controle do tempo em pausa no dia de trabalho aliado ao ataque à organização sindical serve para que continuemos atendendo uma ligação atrás da outra, sem parar, dia após dia – como estamos fazendo desde meados de abril!
Serve para que continuemos aceitando este mais-trabalho imposto pelo aumento de ligações. Não devemos aceitar qualquer pressão por conta da incompetência e da irresponsabilidade da empresa e desta administração assediadora e suja!
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