Petroleiros de todas as unidades do país deverão cruzar os braços nas próximas semanas em virtude do impasse nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de 2010.
A categoria decidirá em assembléias se aceita os indicativos da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) de paralisação nos dias 25 de agosto (FNP) e 3 de setembro (FNP). As entidades sindicais rejeitaram por unanimidade a proposta apresentada pela empresa, que divulgou esta semana ter realizado um lucro de R$ 16,21 bilhões, apenas no primeiro semestre de 2010.
A FUP indica, ainda, a aprovação do “estado de greve” e um abaixo assinado contra o abono de R$ 90 pago aos chefes e chefetas (chefetes???) da Petrobras. A FNP, por sua vez, propôs aos petroleiros de suas bases sindicais a realização de um Dia Nacional de Lutas, com paralisação de unidades dos 5 sindicatos que dirige.
Frente à intransigência da Petrobras nas negociações e os fatos divulgados nas últimas semanas – registro de lucro bilionário em 2010 e pagamento do abono gerencial – é cada vez mais inaceitável para a categoria a proposta apresentada. A postura da empresa é uma provocação aos petroleiros, que, revoltados, deverão dar uma resposta contundente no próximo período. Só a luta unificada dos trabalhadores das refinarias, plataformas e terminais fará a Petrobras “abrir o cofre” e apresentar uma proposta digna.