Enquanto a campanha eleitoral dos sindicalistas segue a pleno vapor, a batalha pelo reajuste salarial dos metalúrgicos paulistas se arrasta, em inúmeras mesas de negociação entre as entidades sindicais e patronais. A database da categoria é no dia 1º de setembro.
Segundo a Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT-SP (FEM), a campanha já está na “reta final”. Os 60 mil trabalhadores das montadoras só terão alguma novidade apenas depois do dia 3 de setembro, quando está marcada a próxima reunião com o Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea). Em autopeças, 115 mil metalúrgicos aguardam uma nova proposta patronal que seja maior do que o 7% oferecido até o momento. Na fundição, até o momento a proposta é de 8,3%, enquanto em máquinas e eletrônicos foi oferecido 6,17%.
Força Sindical dá ponta-pé murcho
O início da campanha salarial dos metalúrgicos, “representados” pelos sindicatos da Força Sindical, aconteceu na última quinta-feira, 26.08, quando a Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo entregou a pauta de reivindicações para a Sindpeças. No dia seguinte, a pauta foi entregue à Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
De acordo com informações divulgadas pela Federação, serão negociados reajustes e aumento salarial, fim das demissões imotivadas, redução da jornada sem redução do salário, entre outros temas. Sobre a redução das horas-extras, os metalúrgicos não devem se surpreender se não houver nenhuma novidade, já que a Federação não toca no assunto nas mesas de negociação.