MOVIMENTO NEGAÇÃO DA NEGAÇÃO

 
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“A produção capitalista produz, com a inexorabilidade de um processo natural, sua própria negação. É a negação da negação.”

–Marx, O capital. Livro I - Cap. XXIV, 1867.

TS O CORNETA VER CAPA DA EDIÇÃO #124

ABC – CAMPANHA SALARIAL

Rejeitada proposta das montadoras: “não queremos nada à prestação”

Magá

19/09/2010

Embaixo de garoa e de vaias, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC não conseguiu aprovar a proposta patronal de reajuste salarial de 10,81%, parcelado em duas vezes -9% em setembro deste ano e 1,81% em agosto de 2011. A peãozada, quando percebeu os termos da negociação das montadoras com o Sindicato, vaiou o presidente da Federação dos Sindicatos dos Metalúrgicos da CUT de São Paulo, Valmir Marques (o Biro Biro), que ainda tentou apresentar aos metalúrgicos a proposta de pagamento parcelado do abono de R$ 2.200.
Pela proposta das montadoras, R$ 1.100 do abono seriam pagos em 20 de outubro e os outros R$ 1.100 apenas em 19 de novembro de 2011. “Nós recusamos, não deixamos nem falar. A gente não aceita nada a prestação. A gente quer tudo à vista, de uma vez só. Estamos prontos pra luta”, afirmou o metalúrgico da Volks, Cerveja, em entrevista ao Corneta.

Com a posição tirada pelos metalúrgicos, o Sindicato deve se reunir novamente com o Sinfavea (sindicato das montadoras) para negociar o pagamento único. “A gente quer tudo em 2010, para que 2011 seja uma nova proposta. 2011 é outra luta”, destacou Cerveja.

Para ele, o acordo de 9%, fechado com os demais grupos (menos o 10 – do setor de lâmpadas, material bélico, estamparia, equipamentos odontológicos, etc, que ainda não recebeu proposta) é muito pouco perto do volume de trabalho que estão tendo desde 2009.
“As empresas que trabalham para as montadoras deram os 9% antes, porque sabiam que nós (das montadoras) íamos querer mais, e nós queremos mais!” Segundo ele, os companheiros que estão desapontados com o reajuste menor devem começar a lutar junto com os metalúrgicos das montadoras por uma única mesa de negociação ou entrar em greve contra o acordo já fechado.