Nos dias 16, 17 e 18 de novembro acontece a eleição da nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (SINTECT-SP). Três chapas foram inscritas: “Responsabilidade e Mais Luta”; “Oposição Unificada pela Base”; e “Ecetistas em Luta”. A primeira chapa representa a atual diretoria do sindicato, ligada a Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), que apóia o governo Lula. Já as outras duas chapas pertencem a grupos de trabalhadores organizados que se colocam em oposição à atual diretoria e ao governo federal. A segunda chapa é composta pela CSP-Conlutas, ArtSind, LM, MRL, MFB e independentes. A terceira chapa é ligada ao PCO.
A chapa que representa a atual situação, “Responsabilidade e Mais Luta” defende o acordo bianual proposto pela empresa e empurrado goela abaixo da categoria na greve de 2009. Vale lembrar que na edição do mês de agosto do jornal do sindicato, a diretoria afirmou que esse acordo “foi positivo para a categoria” e que nem sempre “são obtidos avanços”. Na verdade, com esse acordo de 2 em 2 anos, a categoria ficou de mãos amarradas e não teve a oportunidade de fazer uma campanha salarial durante este ano. Certamente, se tivesse acontecido uma campanha salarial durante a campanha eleitoral, a categoria poderia ter conquistado avanços em suas condições de trabalho e de salário. Além disso, a atual diretoria do sindicato não fez nada em relação a todos os novos escândalos que envolveram a diretoria da empresa como o esquema de lobby que envolvia a ex-Ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, braço direito de Dilma, e o ex-Diretor dos Correios, Eduardo Artur Rodrigues da Silva. O motivo do silêncio é evidente. Qualquer denúncia prejudicaria a campanha de Dilma.
As duas chapas de oposição criticam a atual direção do sindicato e sua forte ligação com a direção da empresa. A chapa “Oposição Unificada pela Base” (CSP-Conlutas, ArtSind, LM, MRL, MFB e independentes) se coloca contra os ataques que a categoria sofre diariamente com o aumento da carga de trabalho, o assédio moral, tentativas de privatização da empresa e a retirada de direitos. Também critica as tentativas da atual diretoria de criar mecanismos para acabar com a existência de oposição. Em sua campanha, a chapa afirma que representa a maioria da oposição.
A chapa “Ecetistas em Luta” (PCO) denuncia o acordo bianual como parte de todas as traições que ocorreram nas últimas campanhas salariais. Além disso, critica a outra chapa de oposição, acusando-a de ter abandonado a luta contra o acordo bianual e, por isso, ter contribuído com os interesses da empresa.
O Contramão considera que o maior prejuízo para os trabalhadores é ter uma direção sindical atrelada ao patrão, que nesse caso é o governo federal. Afinal, será possível defender dois interesses antagônicos? Será possível defender os interesses do patrão e do peão? É evidente que não. Por isso, o fundamental é derrotar a atual direção do sindicato.
Todos às urnas para ELEGER UMA DIREÇÃO SINDICAL INDEPENDENTE DO PATRÃO.
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