Nas duas últimas semanas (16 à 27.04) o Toufic teve grandes movimentações de chapas candidatas ao Grêmio Estudantil. 14 chapas concorreram. As duas semanas foram marcadas com cartazes, panfletos e discursos dos alunos, mais de 180 alunos (sendo 13 integrantes por chapa) se organizavam para a recriação do Grêmio na escola.
Grêmio este que ainda se apresenta na visão dos estudantes do Toufic com um objetivo confuso, pois na maioria das vezes dava-se prioridade às propostas "palpáveis", como as possibilidades de resolver isso ou aquilo, e desmerecia-se as propostas de um grêmio questionador e, portanto, politicamente ativo, como "não-palpáveis".
Muitas vezes o sentido das organizações estudantis se perdem em nossa geração que é levada a pensar que nada mais se tem por lutar. Porém nossas liberdades são o tempo todo violadas. Não podemos sequer caminhar dentro da escola (teoricamente nosso espaço) sem que não nos façam um interrogatório: “O que está fazendo fora da sala? Quem é o professor?...” Mas nunca nos perguntam o que achamos das aulas, dos professores, porque consideramos o ambiente escolar tão tedioso e sem sentido.
A repressão imposta a nós é coberta com um belo véu de preocupações com os menores inconscientes e inconseqüentes, que possuem o único direito de estudar, mas não têm sequer condições para fazer isso com uma escola arcaica e professores desvalorizados e desmotivados. Falo agora da situação de todas as escolas públicas.
E contra essas condições, o Grêmio, como uma organização dos próprios estudantes, deve se posicionar.
Ainda assim, já se mostra (como no Toufic com a criação de 14 chapas) um levante dos estudantes para mudar nosso mórbido cotidiano escolar, que forma mórbidos operários para a voraz exploração.
Tentarão conter o levante da juventude contra o futuro sombrio? Sim. Mostraremos que estamos vivos!
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