Na PUC quase tudo já é proibido: cartazes, festas, manifestações culturais, e também, claro, fumar maconha dentro do campus. Mas agora o Reitor resolveu agir! Soltou, através de um comunicado enviado aos Centros Acadêmicos, APROPUC (professores) e AFAPUC (funcionários), uma decisão sobre o combate aqueles que fumam e “traficam” maconha no campus. Como já era de se esperar de uma nova gestão reacionária dentro da PUC, as cartas começam a ser postas na mesa.
Decidindo pelo “enfrentamento franco do problema envolvendo o uso de drogas no campus Monte Alegre”, o reitor divulgou duas medidas, a primeira referente aos “usuários”, determinando “o rigoroso engajamento da segurança interna da Universidade nas atividades de fiscalização e controle de possíveis usuários: apontamento dos casos e levantamento de nomes, com pronta comunicação (...) à Pró-Reitoria de Cultura e Relações Comunitárias”; e uma segunda medida referente aos “traficantes”: polícia.
O fato concreto é que, no contexto de uma universidade cada vez mais repressora, onde qualquer manifestação estudantil é respondida com sindicância, polícia, e processo judicial, isso nada mais será do que uma maneira justificada de abordar qualquer um, forçadamente pedir a identificação, e mais, autorizar alguma ação policial dentro do próprio campus com a desculpa “das drogas ilícitas”. A maior prova disso são as diversas câmeras colocadas para “ajudar na segurança interna”, mas que até agora só foram utilizadas para identificar estudantes que participavam de atos e ocupações, mas nunca para impedir os supostos assaltos à mão armada que teriam ocorrido dentro do campus!
A PUC, como tantas outras, já é vigiada 24 horas pelas câmeras e seguranças privados, só o que faltava era o aval para uma abordagem direta e a coação para a identificação de estudantes!
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