Os estudantes do Território Livre participaram da organização de duas atividades principais na calourada da USP, na última semana de fevereiro.
Como continuidade da investigação-duelo sobre dois projetos opostos para a USP – o libertário corredor das humanas idealizado por arquitetos comunistas nos anos 60 versus a barbárie atual dos prédios-labirinto repletos de corredores, grades e câmeras – o conflito foi apresentado aos bixos da FAU e de toda a FFLCH.
Foram 4 turnos, envolvendo 400 bixos no total, resgatando o projeto original dos prédios com amplos espaços livres e discutindo como o projeto feito pela ditadura e (ainda hoje) reafirmado dia a dia pela burocracia acadêmica é a negação da liberdade imaginada no corredor das humanas.
Enquanto o corredor das humanas – levantado pelo Território Livre desde a calourada de 2006 na FAU – se alastrou e ganhou seguidores pela USP, esse ano iniciamos com os bixos uma nova frente de ação investigativa: sobre o próprio movimento estudantil e sua imprensa.
Na oficina “A beleza está na rua”, apresentamos a produção gráfico-política da juventude em três momentos-chave de levante: 1968 na França, 1977 na USP e hoje. Nesses três momentos em que a juventude se levanta como primeiro sinal de um acirramento geral da luta de classes, a organização direta ergue sua voz em cartazes, boletins, faixas e pixações que tomam as ruas e paredes da universidade e da cidade.
Universidade burguesa: não!
Produção estudantil: sim!
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