No início deste mês, o reitor-interventor Grandino Rodas executou a ameaça que havia feito um dia antes do início da greve dos funcionários da USP: o não-pagamento dos dias de greve. Cerca de 1000 trabalhadores tiveram seus salários cortados – isso mesmo, cortados! – por causa da participação no movimento de greve, principalmente aqueles que trabalham em órgãos submetidos diretamente à Reitoria, como a Coseas (Coordenadoria de Assistência Social) e a Coordenadoria do Campus (antiga Prefeitura do Campus).
Diante desse grave ataque, os funcionários decidiram ocupar a reitoria da USP na manhã do último dia 8 de junho. A ocupação contou com o apoio de diversos estudantes e, conforme decisão de assembléia, só terminará depois do pagamento dos salários cortados e da reabertura das negociações, que foram encerradas no dia 18 de maio pelo Cruesp (Conselho dos reitores das universidades estaduais paulistas).
Cortar o salário dos trabalhadores é, na prática, acabar com o direito de greve, atacar as liberdades democráticas mínimas dentro da USP, avançar ainda mais em direção à repressão e à ditadura! É, além de tudo, abertamente ilegal. Como apontaram vários juristas, como o professor Jorge Luiz Souto Maior, é quebrar a constituição brasileira.
Somado às ameaças de multas diárias pelos piquetes, o corte prévio dos salários – sem precedentes em greves anteriores – mostra a verdadeira intenção de Rodas: destruir o Sintusp (Sindicato dos Funcionários da USP) e acabar com a possibilidade de organização dos trabalhadores contra os ataques da reitoria.
Não podemos aceitar! Se hoje a reitoria tenta destruir o sindicato, logo serão também o DCE e os centros acadêmicos da USP. O capitalismo está em bancarrota e a universidade está sendo completamente destruída. Se hoje 1000 trabalhadores da USP têm seus salários cortados, a economia mundial anuncia: amanhã seremos nós todos, funcionários, estudantes, professores, os sem-reajustes e sem-salários!
SE HOJE SÃO ELES, AMANHÃ SEREMOS TODOS NÓS!
Apoio total à greve dos trabalhadores da USP!
Fora Rodas!
Não ao corte dos salários!
Nenhuma restrição ao direito de greve!
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