Na última semana, contra o corte dos salários de cerca de 1.000 trabalhadores da USP, estudantes do Território Livre fizeram a seguinte proposta ao comando de greve dos funcionários: um ato conjunto para trancar o portão principal do campus Butantã.
Os funcionários receberam com entusiasmo a proposta, que no dia seguinte foi aprovada pela assembléia geral dos trabalhadores. A partir daí, panfletagens nos cursos atraíram mais estudantes para o trancaço, que ocorreu na quinta-feira, dia 17 de junho, a partir das 6h30 e contou com o apoio de estudantes da Unesp-Marília.
Cerca de 200 pessoas participaram do trancaço. Como publicado no site do Sintusp (Sindicato dos Funcionários da USP), “centenas de funcionários e estudantes fizeram um dos maiores atos/trancaços no portão principal da USP”, reforçando a unidade entre estudantes e trabalhadores e provando que era possível resistir mesmo com o final do semestre e à revelia da gestão do DCE (dirigido pelo PSOL), que, vergonhosamente, se retirou das últimas assembléias gerais e sequer chegou a participar do fechamento dos portões.
Durante o ato, ainda foi dado o informe de que mais 600 funcionários, agora da USP Ribeirão Preto, também sofriam a ameaça de terem seus salários cortados por participarem da greve.
Não ao corte dos salários!
Nenhuma restrição ao direito de greve!
Fora reitor-interventor Rodas!
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