Na última segunda-feira, 21 de junho, ocorreu uma “reunião de negociação” entre a comissão da reitoria da USP e representantes dos funcionários em greve. Abusando da paciência dos trabalhadores, a comissão propôs que somente após o encerramento da greve haveria o pagamento dos dias não trabalhados e “o compromisso de examinar” a reivindicação de concessão de uma referência de 5% na carreira dos funcionários.
A assembléia que aconteceu logo após a negociação e que contou com presença de inúmeros funcionários do campus de Ribeirão Preto e Piracicaba, rejeitou, por unanimidade, a proposta de acordo e, também, sem nenhum voto contrário, manteve a greve e a ocupação da reitoria. Nos dias seguintes, a ameaça de novos cortes dos salários (com faltas injustificadas referentes ao mês de junho) daqueles que aderiram à greve, levou ao embate entre os trabalhadores e alguns diretores de unidade e de órgãos submetidos à reitoria.
O diretor da Faculdade de Odontologia, Rodney Garcia Rocha, havia dado um ultimato para os funcionários em greve da sua unidade: se eles não voltassem a trabalhar até as 14h da terça-feira, dia 22, teriam seus salários cortados. Tal ameaça acirrou ainda mais a revolta entre os trabalhadores e, logo após uma nova assembléia naquela terça-feira, cerca de 70 funcionários de diversas unidades da USP foram até a sala da diretoria da Odontologia para exigir que o diretor não descontasse os dias parados. O diretor Rodney, diante da calorosa visita, resolveu então recuar nas suas ameaças. Na quarta-feira, um ato com cerca de 250 trabalhadores também pressionou o diretor da Coordenadoria do Campus (Cocesp – antiga Prefeitura do Campus), Antônio Massola, que assinou um documento, submetido ao reitor-interventor Rodas, dizendo que não iria cortar os salários. Na quinta-feira, foi a vez da pressão sobre o coordenador da Coseas, Waldyr Antônio Jorge, que também assinou o mesmo documento que o coordenador da Cocesp.
Na quarta-feira desta semana, dia 30, a reitoria da USP agendou uma nova reunião de negociação com os funcionários. A assembléia dos trabalhadores aprovou que, caso as reivindicações não sejam atendidas, haverá o fechamento, por tempo indeterminado, do Centro de Computação Eletrônica (CCE), onde ficam os servidores web da USP.
Todo apoio à greve dos trabalhadores da USP!
Não ao corte dos salários!
Nenhuma restrição ao direito de greve!
Fora Rodas!
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