Uma grande polêmica começou em torno de negócios obscuros iniciados entre a PUC-SP e um fundo de investimentos, até então desconhecido, o WWI. Segundo a Folha de S. Paulo, o reitor, Dirceu de Mello, teria acordado – supostamente pelas costas da própria Fundação São Paulo – o aluguel, a custo de 700 mil reais por mês, de parte do espaço que pertencia ao antigo Hospital Matarazzo, localizado em área tombada próxima da Av. Paulista. A finalidade seria a instalação de um novo campus universitário. O novo campus, dizem os boatos, conviveria com um shopping center, escritórios e um hotel de luxo.
De acordo com uma associação de moradores local que defende a revitalização do antigo hospital, o Previ (Fundo de Pensão do Banco do Brasil) e antigo proprietário do terreno, adquirido em 1996 por R$ 160 milhões (valor atualizado), negou diversas propostas anteriores de empresas e instituições interessadas no imóvel. Um esboço de contrato sugere que ele foi vendido ao WWI pelo valor estranhamente baixo de R$ 120 milhões.
A associação de moradores sugere que a PUC estaria sendo “usada” e que a participação da universidade na transação conferiria a fachada de “causa nobre” ao negócio, que na realidade não passaria de um megaempreendimento da especulação imobiliária. O Ministério Público teria aberto uma investigação para apurar a licicitude da transação, enquanto a mantenedora Fundação São Paulo teria recomendado a Dirceu que desfizesse o acordo, temendo que a PUC estivesse servindo de biombo para uma operação de lavagem de dinheiro.
Enquanto a burocracia universitária faz suas negociatas privadas, cursos “deficitários” como o de Serviço Social continuam a ser pressionados pela diretriz de redução de gastos; as dívidas salariais com os docentes continuam de pé; o valor das mensalidades continua aumentando; e o moralismo e a repressão política permanecem.
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