Chamada pela burocracia universitária (a saber, por Munhoz, diretor da Administração do Campus), a PM invadiu o campus da Unesp Bauru para proibir festa dos estudantes no dia 23 de junho. A festa, curiosamente, era contra duas portarias repressoras: a que proíbe a permanência de pessoas no campus depois das 23h e a mais recente, que proíbe a colagem de cartazes (políticos). Três viaturas e um camburão comparecem, mostrando que a polícia estava preparada para levar os “delinqüentes” para a prisão caso fosse necessário.
Mesmo assim, a festa começou e ocorreu. A guarda universitária fechou os portões da universidade, impedindo que estudantes viessem para a festa. Alguns foram obrigados a pular as grades para entrar na própria universidade. A ronda tirou diversas fotos dos estudantes, preparando medidas repressivas internas. Depois de muita resistência e uma plenária-relâmpago dos estudantes – decidindo manter a atividade, apesar dos riscos –, a PM foi embora por volta da 1h30 da madrugada. A festa ocorreu até as 5h da manhã, com um claro caráter de resistência e muitas falas políticas ao microfone.
Era da tradição democrática da Unesp de Bauru, desde o final da Ditadura Militar, a não-intervenção das forças repressivas do Estado para resolver “questões internas”. No entanto, sem argumentos lógicos para proibir uma atividade livre e que faz parte da vida universitária desde que essa se entende enquanto tal, nada resta à estreita burocracia se não o argumento da força, a repressão.
Fora PM do campus!
Abaixo a burocracia morta!
Contra a morte da Unesp de Bauru!
Participe da construção de um futuro possível, participe dos Comitês do MNN!
Se você quer conhecer o MNN, participe de um dos nossos comitês! Basta chegar no horário e local marcado, se apresentar e partcipar da reunião, colaborando na medida das suas possibilidades e interesse.
Entre em contato, comente uma notícia, se informe sobre as atividades, envie uma denúncia, solicite materiais: fale com o MNN!