No editorial da última edição do Território Livre, que fez um balanço da greve dos trabalhadores da USP deste ano, apontamos que “[...] além de não ter praticamente nenhuma reivindicação atendida, o resultado da derrota [da greve] é que os funcionários ainda podem sofrer punições pela ocupação da reitoria.”
Foi justamente o que ocorreu. Menos de um mês após o fim da greve, o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) foi informado que quatro de seus diretores estão sendo intimados a responder a 11 inquéritos policiais referentes a ocorrências do ano passado. Além disso, uma das funcionárias da FFLCH (militante da LER-QI) foi suspensa por 30 dias por causa de um processo administrativo aberto em 2007, que a denuncia, entre outras coisas, por ter feito campanha durante as eleições do sindicato.
O reitor, Grandino Rodas, certamente não vai parar por aí: novos processos sobre a greve de 2009 devem chegar até o final deste ano. A intenção de Rodas é clara: destruir o sindicato e minar a organização política dos trabalhadores. Não podemos aceitar! A defesa dos diretores do Sintusp e dos funcionários que estão sofrendo punições é a defesa da organização e manifestação política de todos, dentro e fora da universidade.
Não à perseguição política aos trabalhadores e estudantes!
Abaixo, abaixo e abaixo a repressão!
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