O curso de Geografia da PUC-SP está paralisado desde o dia 3/8. Segundo a “Carta Manifesto” dos estudantes, “constata-se um retrocesso daquilo que concebemos sobre universidade. Partimos do entendimento que esse espaço é um lugar de construção do pensamento; logo, de emancipação social e ideológica. (...) [A PUC-SP] hoje é palco onde se ensaia a perversidade da construção de uma universidade de mercado.”
A carta continua, “(...) a defasagem do curso de Geografia vem sendo praticada através de contratações temporárias de professores, falta de autonomia político-pedagógica e imposição da maximização da carga horária devido à redução do quadro de professores. Fato não isolado em nosso curso, mas sim, a realidade cotidiana hoje da PUC. (…) Os estudantes da Geografia estão dispostos a conter esse processo de sucateamento.”
Os estudantes reivindicam, entre outros pontos, a efetivação dos professores temporários, melhorias na estrutura física do curso e redução das mensalidades.
Debate dos presidenciáveis proibido para os estudantes
Se a mobilização do curso de Geografia, decidida em assembléia pelo voto da maioria, significa um exercício de democracia direta, na política oficial, a situação se mostra muito diferente – e a ordem é calar qualquer voz dissonante.
No dia 18 de agosto, o TUCA, a poucos metros do Pátio da Cruz – onde os estudantes costumam fazer suas reuniões e discussões políticas –, deve se tornar zona proibida: o espaço foi escolhido para abrigar um debate entre Dilma, Serra e Marina, e ao que parece a presença dos estudantes, que geralmente acompanham e até mesmo intervêm nos eventos políticos que acontecem no local, foi considerada indesejável tanto pelos organizadores do debate quanto pela própria universidade.
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