MOVIMENTO NEGAÇÃO DA NEGAÇÃO

 
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“A produção capitalista produz, com a inexorabilidade de um processo natural, sua própria negação. É a negação da negação.”

–Marx, O capital. Livro I - Cap. XXIV, 1867.

TS TERRITÓRIO LIVRE VER CAPA DA EDIÇÃO #121

UNIFESP – GUARULHOS

Por onde anda o CAHIS da Unifesp-Guarulhos?

Bruno Souza e Valter

29/08/2010

 

Mais e mais uma vez os estudantes se perguntam por onde anda o Centro Acadêmico da História (CAHIS) do campus Guarulhos (SP) da Unifesp. Não que eles não tenham feito reuniões, não é esse o mal que sofre essa entidade, mas o problema é que não há divulgação ampla das atividades, ou seja, as reuniões, muitas vezes, se limitam à própria gestão. Seria porque os estudantes não se interessam? Pensamos que isso é apenas desculpa para eximir o CAHIS da responsabilidade de divulgar amplamente as reuniões, dar voz aos estudantes e construir o jornal feito pelos próprios estudantes.
Estudantes do primeiro ano expressam como tem atuado a atual gestão do CAHIS, “História em Movimento”. Um estudante de História disse: “Tô meio perdido sobre o CAHIS, sobre a Unifesp, eu não sei o que acontece, falta uma integração, as entidades não fazem isso”. Diversos estudantes afirmaram nem terem conhecimento sobre a última assembléia, onde foi discutida a eleição para o CAHIS. Como será então esse processo eleitoral, que já se inicia de forma restrita? Outro estudante também afirma que “a galera que entrou esse ano não participa, até tem vontade, mas não sabe como fazer. Mas o problema não se limita ao CAHIS, o DCE também chama reunião e nem realiza, além da divulgação ser super fraca”.
Sem divulgação, essas entidades conseguem se fechar cada vez mais e limitar a participação, ao mesmo tempo que entoam que OS ESTUDANTES NÃO QUEREM PARTICIPAR. Dá pra acreditar?
Além disso, a Unifesp tem suas semelhanças com a Unesp e também constrói campus separados. Como disse um estudante: “Deu certo para a burocracia universitária separar os campus. É perigoso muitos estudantes juntos, pode aglomerar, criar um movimento”. Exatamente pela separação estratégica de vários campus, presa ainda mais fácil de proibições, da repressão, é que se torna ainda mais necessária a organização estudantil e que ela seja a mais aberta e democrática possível, dando voz aos estudantes.
Defesa das reuniões abertas!
Pelas mãos levantadas das assembléias!
A universidade é TERRITÓRIO LIVRE!