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“A produção capitalista produz, com a inexorabilidade de um processo natural, sua própria negação. É a negação da negação.”

–Marx, O capital. Livro I - Cap. XXIV, 1867.

TS TERRITÓRIO LIVRE VER CAPA DA EDIÇÃO #155

CARTA

Polícia invade moradia da UNESP Araraquara

Conselho de Redação

22/05/2011
Polícia invade moradia da UNESP Araraquara

Publicamos abaixo uma carta enviada por estudante da UNESP de Araraquara. Seu nome não é revelado para não sofrer represálias. Esse acontecimento absurdo não pode ser entendido de forma separada do lamentável caso da morte do estudante da FEA, ocorrido na quarta-feira, dia 18/04, na Cidade Universitária da USP (veja matéria também nesta edição). Ambos são resultado da péssima gestão e das políticas privadas implementadas pelas burocracias universitárias em todo estado.

“Na sexta-feira, 13/05, a polícia entrou na moradia da Unesp de Araraquara acompanhando o vice-diretor da faculdade, Luiz Amaral, para impedir uma festa de caráter político que estava sendo organizada para legitimar e informar o campus da ocupação de 2 casas e para arrecadar dinheiro contra a condenação no processo judiciário de 3 moradores, no total de R$1500,00.
As 2 casas ocupadas após deliberação em assembléia – por moradores que vinham se mantendo precariamente em casas lotadas e mesmo em uma casa incendiada – pertencem a um bloco com construção terminada há mais de um ano e meio e que não era entregue por motivos burocráticos. Esse bloco, que é novo, já apresenta problemas estruturais, e blocos antigos que foram reformados no mesmo calendário de obras apresentam problemas que não tinham antes das reformas. Os orçamentos nunca foram esclarecidos.
Seis estudantes já foram chamados para sindicância pela ocupação das casas. E o vice-diretor, que afirmou que se for preciso tomará medidas da extrema direita, já anunciou mais punições internas a respeito da festa. No total somaram-se onze viaturas da polícia em frente à moradia.
Uma Assembléia Geral dos cursos aconteceu na quarta, 18/05, em decorrência da invasão policial, com a presença de mais de 270 estudantes, deliberando um ato para 23/05, com concentração às 13h30 em frente ao bandejão. A discussão se estende ao esclarecimento das obras que ainda acontecem no campus, à própria permanência estudantil e ao cancelamento de sindicâncias políticas.”
I. R.

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