Na última semana, um vídeo feito por estudantes da USP ganhou destaque em toda a imprensa burguesa. Nele, um policial exige que um estudante apresente sua carteirinha de identificação universitária. Em seguida, agride esse mesmo estudante e aponta uma arma contra ele.
O vídeo, gravado dentro da USP, mostrou o momento em que a Polícia Militar, a serviço do reitor João Grandino Rodas, lacrava o Centro de Vivência do DCE-Livre, entidade máxima dos estudantes dessa universidade.
Para além do absurdo ataque ao espaço estudantil, a atitude do policial – assim como na reintegração de posse do prédio da reitoria ocupada no ano passado – escancarou mais uma vez o caráter político do convênio que permite a presença militar na USP.
Em declaração à imprensa, o ouvidor da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Luiz Gonzaga Dantas, afirmou que a USP tem condições de realizar sua própria segurança sem a necessidade do convênio.
Dantas comparou a desocupação da reitoria com o regime militar. “Estava um quartel inteiro. Uma praça de guerra e nem vimos esse tipo de atitude durante a ditadura militar. A USP está fazendo história com a Polícia Militar lá dentro”, afirmou ele.
Além disso, o ouvidor afirmou que irá solicitar uma reunião com o reitor Rodas para discutir a questão da segurança na USP.
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