Apesar da ECT ter R$ 795 milhões em caixa, o Diretor de
Recursos Humanos, Pedro Bifano, em reunião com a Comissão Permanente da
FENTECT, disse que a empresa não vai pagar a PLR para os trabalhadores neste
ano. Segundo ele a empresa não tem dinheiro para pagar a PLR porque teve que
assumir uma dívida de R$ 737 milhões referente ao déficit do saldamento do
plano BD (Postalis). Embora a empresa tenha o prazo de 18 anos para lançar esse
déficit, ela pretende fazer o pagamento integral neste ano. Com essa manobra
contábil, o lucro da empresa em 2009 passou de R$ 795 milhões para apenas R$ 58
milhões, dos quais somente 12% seriam distribuídos aos trabalhadores por meio
da PLR. Ou seja, menos de R$ 7 milhões. Pedro Bifano alega que com esse valor
não restaria quase nada para cada trabalhador e, por isso, a ECT talvez não
pague a PLR neste ano. Por meio dessas contas eles querem encobrir o calote da
PLR! É a maior enrolação!
PLR
e reajuste mensal dos salários
Essa situação mostra como a reivindicação da PLR é
vulnerável a manobras da direção da empresa. Garantir a PLR é importante, mas
tão importante quanto isso é evitarmos perdas nos salários pela inflação,
perdas que consomem parte da PLR recebida. Ao contrário da PLR, o reajuste
mensal dos salários conforme a inflação – a ESCALA MÓVEL DE SALÁRIOS – não
deixa qualquer margem de manobra para a empresa: ela é obrigada a reajustar o
salário todo o mês. Além do mais, com a PLR eles querem simular uma harmonia
entre os trabalhadores e a empresa, como se os trabalhadores fossem sócios que
participam dos lucros da empresa. O que é pura enganação. Por isso, além da
PLR, exigimos também a ESCALA MÓVEL DE SALÁRIOS. Os salários terão de ser
reajustados a cada mês.
fale!
topo
volte