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Em 2009: mais 34 milhões no olho da rua. O que nos aguarda em 2010?

Publicado em 07.02.2010
por Conselho de Redação

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O ano de 2010 começou com a divulgação de diversos índices que indicam o que foi o desemprego no último ano. No Brasil e no mundo os índices começam a revelar como os trabalhadores foram atingidos pela crise.

Desde meados do ano passado analistas diziam que a crise já havia passado, que a economia estava se recuperando. Essa suposta recuperação, com novas instabilidades em Dubai, nos EUA e na China, ainda não foi sentida pelos trabalhadores. O desemprego continua assombrando em todas as partes do mundo.

OIT INDICA AUMENTO DO DESEMPREGO

Duzentos e doze milhões foi o número ao qual chegou a massa de desempregados do mundo todo no final de 2009. Foram 34 milhões de pessoas a mais lançadas nessa situação de desemprego em comparação a 2007.

De todas as partes do mundo, o relatório aponta que os países mais atingidos foram os europeus, onde o índice de desemprego subiu 2,4%. O que equivale a mais 12 milhões de desempregados. Na América Latina o índice de desemprego subiu 1,2%, o que equivale a 4 milhões de novos desempregados.

A Espanha foi apontada como um dos países mais atingidos. Lá 20% da população está desempregada. Entre os jovens, os números são ainda mais catastróficos: 40% estão sem trabalho. Esse é o pior índice de desemprego no país desde a década de 50.

O relatório da OIT indica um aumento do desemprego sem precedentes no mundo todo. Enquanto analistas, o governo e as empresas dizem que a crise já está passando, e não há com que se preocupar, esses dados revelam uma tendência de crescimento do desemprego no ano de 2010.

NO BRASIL, ÍNDICES DESMENTEM A MAROLINHA DE LULA

Novos índices divulgados no Brasil também revelam como o desemprego atingiu os trabalhadores.

O ano começou com o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) tendo déficit pela primeira vez desde a sua criação em 1992. O aumento significativo dos gastos foi levado pelo aumento do número de pedidos de seguro-desemprego durante o ano de 2009.

A comparação com os números de 2008 mostra um aumento de mais de 30% nos gastos com o seguro-desemprego e cerca de 9% no número de trabalhadores que entraram com o pedido, totalizando 7,735 milhões de novos desempregados em 2009.

Na semana seguinte, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgou novos dados que mostram que somente no mês de dezembro de 2009, 67 mil postos de trabalho foram cortados da indústria paulista, o que equivale a uma queda de 3% do nível de emprego no Estado de São Paulo. Em comparação ao mês de dezembro de 2008, a queda registrada equivale a uma redução de 4,32% do nível de emprego, o que equivale a 98 mil postos de trabalho a menos!

Ainda o CAGED (Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados) mostra que o número de novos empregos criados durante o ano de 2009, 995.110 vagas, é o mais baixo desde 2003, quando foram criadas apenas 645.433 novas vagas.

Apesar do discurso de Lula e seus ministros de que a crise está passando e o emprego voltou a crescer, os dados mostram como o Brasil não passou ileso pela crise e revelam o que grande parte dos trabalhadores viveu em 2009: o medo das demissões e do desemprego!

O QUE SERÁ DE 2010?

Em breve novos abalos econômicos podem ocorrer, sobretudo, na China e nos EUA. Trabalhadores de todo o mundo já viram quem é a balança para os patrões não terem prejuízos com a crise. É a hora de fortalecer e criar novas organizações dos trabalhadores, capazes de defender os empregos.

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Publicado em 25.04.2010

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