Enquanto o governo de MS e a
prefeitura de Campo Grande mantêm um falso discurso de que a crise
internacional já passou e que não causou danos econômicos ao Estado, surgem
novos dados que evidenciam os efeitos da crise sobre a classe trabalhadora de
MS.
Durante 2009, várias indústrias
foram fechadas no Estado, principalmente frigoríficos, que representam o
principal setor da indústria de MS. Nesse período em que a crise esteve mais
aguda, milhares de trabalhadores foram demitidos, mas bastou à economia dar
alguns sinais de melhora para as autoridades, principalmente o governo,
anunciarem em todos os veículos de propaganda que a crise foi superada e não trouxe
danos, mas oportunidades ao Estado.
No entanto, contradizendo esse
falso discurso, dados divulgados na última semana apontam que 17 indústrias
foram fechadas durante a crise, entre elas 13 frigoríficos, uma fábrica de
óleo, duas de bolachas e uma de bebida não foram reabertas. Isso quer dizer que
milhares de empregos continuam perdidos.
Diante desses dados, Rinaldo de
Souza Salomão, presidente do SINTIA (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
de Alimentação de Campo Grande e Região), esteve com Sérgio Marcolino Longen,
presidente da FIEMS (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) e pediu
empenho da federação para que essas indústrias sejam reabertas e voltem a gerar
emprego e renda no Estado.
No entanto, isso trata apenas de
uma maneira do sindicalista tentar fingir combatividade. Em sua declaração, o
sindicalista apenas repete o discurso do governador. Diz ele: “Nossa economia
anda bem. Os negócios estão indo de vento em popa em todo o Brasil e em
especial em Mato Grosso do Sul, principalmente no tocante aos frigoríficos.
Portanto, não justifica a permanência dessas empresas fechadas por tanto
tempo”. Nessa declaração fica evidente que o sindicalista apenas faz propaganda
do governo e mente para os trabalhadores, afirmando que a economia está
atravessando um bom momento.
Essas várias indústrias que
permanecem fechadas apenas demonstram que a economia ainda não recuperou os
níveis do período anterior à crise, significa que milhares de trabalhadores que
perderam seus empregos durante a crise continuam desempregados. Mas, por sua
vez, o sindicalista totalmente atrelado ao governo apenas repete um falso
discurso otimista, enganando e mentindo aos trabalhadores do Estado.
fale!
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