A crise começou com a privatização da Tekel, uma fábrica estatal que produz
tabaco e bebidas. Desde 2001, o governo turco iniciou o processo vendendo a
parte responsável pelas bebidas para uma empresa. Na época, 31 mil
trabalhadores estavam na Tekel e, desde então, já ocorreram cerca de 19 mil
demissões.
Um decreto do governo, que determina a privatização total da empresa, obriga os
12 mil trabalhadores a mudarem de emprego, com a metade do salário e sem os
benefícios sociais a que tinham direito. A garantia desse "novo"
emprego é de apenas dez meses.
Os trabalhadores se revoltaram com a medida do governo, que expressa qual é a
política com as estatais, e estão acampados em uma praça central da cidade de
Ancara há mais de 50 dias. Junto aos que protestam nas ruas, vários
trabalhadores iniciaram uma greve de fome, como mais uma forma de pressão. Os
trabalhadores exigem que sejam transferidos para outro cargo público e que
tenham os seus direitos mantidos.
Na última quinta, dia 4 de fevereiro, dezenas de milhares de trabalhadores do
país todo fizeram uma greve geral e foram às ruas em apoio aos trabalhadores da
Tekel. A paralisação instaurou uma crise no governo da Turquia e o impasse
ainda não foi resolvido. Os trabalhadores turcos mostraram-se dispostos a lutar
até o fim pelos seus empregos. Resta saber até que ponto os sindicatos, que
apoiaram a mobilização de quinta feira, irão lutar e apoiar a luta dos trabalhadores.
fale!
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