Segundo informações da própria empresa, de 2008 para cá, já
foram cortados R$ 4 bilhões do orçamento da ECT, apesar de vários novos
contratos de prestação de serviços terem sido assinados com grandes empresas. A
situação se agravou depois do último PDV (Programa de Demissão Voluntária),
lançado no ano passado, quando saíram 5.587 trabalhadores dos Correios. A sobrecarga
de trabalho e, conseqüentemente,
as dobras, aumentaram muito. A direção dos Correios afirmou que fará concurso
público para substituir os trabalhadores que saíram, mas o concurso já foi
adiado várias vezes. Ao mesmo tempo em que enfrentam a sobrecarga de trabalho,
os trabalhadores são pressionados pelos chefes a não fazer hora-extra. É muita
exploração!
PREPARANDO A PRIVATIZAÇÃO
Como noticiou o jornal o Estado de São Paulo no dia 15 de
fevereiro de 2010, o Ministério das Comunicações está propondo uma Medida
Provisória ao Congresso Nacional para extinguir a ECT, que atualmente é uma
estatal de direito privado. Surgiria em seu lugar a Correios do Brasil S.A., de
capital fechado. O que se sabe é que o Ministério pretende aumentar receita da
ECT – que em 2009 foi de R$ 12,5 bilhões – em 50% nos próximos 18 meses. Os
nomes dados pela direção da empresa à medida que proporcionarão esse aumento de
receita são “reestruturação” e “modernização”. Mas para os trabalhadores isso
tem outro nome: aumento da carga de trabalho e rebaixamento dos salários, ou
seja, aumento da exploração, diminuição da vida útil e do tempo livre de cada
trabalhador.
fale!
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