Aos trabalhadores gregos, ingleses, franceses e
portugueses se juntaram os espanhóis. Para conter o rombo da dívida pública
espanhola, o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero anunciou que quer
aumentar de 65 para 67 anos a idade mínima de aposentadoria no país. Para dizer
ao governo de Zapatero que não aceitam mudanças na idade de aposentaria,
milhares de trabalhadores espanhóis saíram às ruas de Madri, Barcelona e
Valença no último dia 23 de fevereiro.
Foi o primeiro de uma série de protestos já anunciados
contra o plano de contenção do governo de Zapatero, que propõe a limitação dos
gastos com os trabalhadores através de um corte nas despesas públicas
equivalente a R$ 124 bilhões, em quatro anos.
Assim como as mudanças na Previdência, o
desemprego galopante afeta diretamente a vida dos trabalhadores. O desemprego
atinge mais de 4 milhões de espanhóis: ou seja, 19% da população.
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