Na madrugada do dia 15, os
trabalhadores da unidade Casa de Pedra da Companhia Siderúrgica
Nacional (Congonhas—MG) iniciaram uma paralisação que durou 24
horas, para protestar contra as péssimas condições de trabalho e
exigir maior participação nos lucros e resultados da
empresa.
Durante a paralisação, um grupo de trabalhadores da
Área 38, que estava no interior da empresa desde o turno da noite do
dia 14, foi forçado pela CSN a permanecer no local. O sindicato
abriu uma denúncia na Secretaria Regional de Trabalho e Emprego de
Conselheiro Lafaiete—MG.
Há alguns meses a CSN tem
conduzido um plano agressivo de expansão de suas operações na
região. Com investimentos que ultrapassam R$ 12bi, a Companhia
adquiriu novas minas e abrirá uma nova siderúrgica. Esse processo
tem aumentado violentamente a exploração dos trabalhadores da CSN,
com extensão das jornadas e intensificação do ritmo de trabalho, o
que tem provocado o aumento do número de acidentes. Nos últimos 2
anos, 4 trabalhadores foram vítimas de acidentes fatais nas minas da
CSN.
Em setembro de 2008, Luis Felipe de Oliveira do
Nascimento morreu ao ser atropelado duas vezes por uma
pá-carregadeira. Em outubro de 2009, a queda de uma estrutura que
fica entre o britador primário e a área 25 provocou a morte de três
trabalhadores da empresa terceirizada LMM, além de ferir outros
trabalhadores. Dados da entidade sindical Metabase revelam que, em 16
meses, ocorreram 40 acidentes na mina, com uma média de um acidente
por semana.
A paralisação de trabalhadores em setores
estratégicos para a economia tem um potencial enorme, a própria CSN
já foi palco de greves históricas, como a greve de 1988 em Volta
Redonda—RJ.
No entanto, diante dos acontecimentos dos
últimos anos, que ameaçam a vida dos operários, as reivindicações
do movimento grevista não podem ficar submetidas à lógica de
calendário do sindicato, restrita aos termos "PLR",
"Campanha Salarial" e "database".
fale!
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