As indústrias de
transformação injetarão R$ 151,9 bilhões em máquinas,
equipamentos, instalações, gestão, inovação, pesquisa e
desenvolvimento durante o ano de 2010, conforme constatou uma
pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
(FIESP) feita com 1.232 empresas do Brasil. Do montante, R$ 92,7
bilhões serão usados para a compra e aperfeiçoamento de máquinas e
equipamentos de produção.
Com o investimento nos meios de
produção, as empresas brasileiras têm a expectativa de aumentar a
produção baseadas numa suposta recuperação das exportações e do
crescimento do PIB brasileiro. Segundo o diretor do Departamento de
Competitividade e Tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho,
que coordenou a pesquisa “a
volta dos investimentos, dos turnos desativados e das horas extras
garantem o atendimento da demanda com crescimento de 5,5% do
PIB."
No entanto, longe de significar um aumento dos
trabalhadores empregados, a aquisição de novas máquinas e
equipamentos deve lançar ao desemprego ainda mais trabalhadores. Se
o número de desempregados aumentou diante da crise econômica
mundial, muitos ainda devem ser demitidos após terem suas funções
substituídas pela automatização, isso é o que sempre mostrou a
história do capitalismo.
A projeção de recuperação do
nível de emprego para o 1o semestre é um indício desta
substituição. A FIESP espera um crescimento de 3,95% do nível de
emprego neste semestre, com a abertura de 90 mil postos de trabalho,
nas indústrias do estado. Esse
número não representa sequer a metade dos 220mil postos de trabalho
fechados no estado de São Paulo entre 2008 e 2009, conforme dados do
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(CAGED).
O investimento em máquinas e equipamentos é
decisivo para a classe capitalista num momento como este, depois que
foi conduzida, quase sem resistência dos sindicatos atrelados ao
Estado, uma enorme redução do número de trabalhadores empregados.
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