Quem somos

Comitês MNN


CARTAS

Publicado em 07.03.2010

próximas reuniões

SÃO BERNARDO-SP
DOM, 14.03 às 15h
no Paço Municipal de SBC

PERDIZES-SP
SEG, 15.03 às 18h30
no Pátio da Cruz, PUC-SP

BUTANTÃ-SP
QUA, 17.03 às 18h
no piso do museu, FAU-USP

[+] veja todas as reuniões

ASSINE A MAIS-VALIA

A cada 4 meses, um novo número da revista MAIS-VALIA. Assinando, você recebe a revista na sua casa, em qualquer lugar do Brasil.

Materiais

Capa revista MAISVALIA no. 7 Capa do TRANSIÇÃO no. 21 Cartaz MNN: FORA SARNEY!

Negação da Negação

Movimento Negação da Negação

Movimento em solidariedade com o
Comitê Internacional da Quarta Internacional–ICFI (1953).

“A produção capitalista produz, com a inexorabilidade de um processo natural, sua própria negação. É a negação da negação.”
–Marx, O Capital. Livro I - Cap. XXIV, 1867.

Desde que começou a se organizar, o MNN (Movimento Negação da Negação) vem avançando rapidamente, crescendo em várias cidades do Brasil como uma nova alternativa da juventude e dos trabalhadores contra o sucateamento da educação pública, contra os políticos corruptos, contra os professores vendidos, contra o rebaixamento dos salários, contra a repressão e o desemprego, contra os falsos partidos, e falsos agrupamentos de esquerda, contra os sindicatos vendidos ao capital.

Em 2005 o movimento começou sua atuação mais decisiva e de impacto na história atual do Brasil, levantando uma forte agitação pelo FORA LULA, exigindo o impeachment do presidente, diante dos escândalos de corrupção. No ano seguinte foi o momento de um novo salto, realizado com a campanha pelo Voto Nulo e contra o desemprego.

Frente à falência absoluta da democracia burguesa, imersa em corrupção, e diante da paralisia dos partidos ditos de “esquerda”, o movimento MNN organizou uma ampla campanha, realizando diversas plenárias e grandes atos reunindo milhares de pessoas pelas ruas de São Paulo e do Brasil. A campanha se espalhou rapidamente, inaugurando nossa forma de organização atual, baseada nos comitês de base.

Durante a campanha foram abertos mais de 20 comitês em várias regiões do país, consolidando o movimento–que então ganhou o nome de Movimento Negação da Negação, como clara referência ao capítulo XXIV de O capital.

Comitê internacional (1953)

No entanto, o MNN (Movimento Negação da Negação) é constituído por um agrupamento que possui longa história teórica e de luta. Solidariza-se com o Comitê Internacional da IV Internacional (1953). Não pertencemos às seções traidoras do morenismo (PSTU, no Brasil) e ao chamado “pablismo” (no Brasil, DS, ou Democracia Socialista, setores do PSOL e variantes). Combatemos essas vertentes do dito “trotsquismo”. O “pablismo”, o “morenismo” assim como o “lambertismo”, foram diversas formas de adaptação ao capitalismo, ao Partido dos Trabalhadores de Lula, um partido que desde os anos 80 significou a traição aberta da classe operária brasileira.

Somente o Comitê Internacional (1953)wsws.org–sustenta e conserva a tradição revolucionária vinda do fundador da IV Internacional, Leon Trotsky. O grande combate foi travado em 1953, quando Cannon, dirigente da seção americana da IV Internacional escreveu a carta de 53. Esta carta é uma linha diferencial entre os trotsquistas e os traidores do trotsquismo.

Pablo e Mandel defendiam uma aproximação com o stalinismo e até mesmo a participação nos partidos stalinistas. Outro momento histórico que marca a luta principista do Comitê Internacional é aquele de 1963, quando amplos setores trostquistas aderiram à Revolução Cubana e ao “castrismo”, revisando a Teoria da Revolução Permanente. Healy, dirigente da seção inglesa, mostrou, em textos que ainda devem ser lidos como grandes lições, que a adaptação aos fatos significava um pragmatismo empirista, afastado totalmente do marxismo. Outro momento importante foi a crítica feita pelo CI ao próprio Healy que, na década de 80, se aproximou dos movimentos nacionalistas árabes, procurando saídas artificiais para a luta de classes internacional.

O Comitê Internacional representa essa longa trajetória de luta prática e teórica, sendo que o MNN trabalha em solidariedade com essa longa tradição.

O Movimento Negação da Negação é solidário da construção de um partido da revolução mundial, hoje expresso no Comitê Internacional (1953)–wsws.org.

Durante todo o ano de 2007, no Brasil, o MNN desenvolveu as bases para então lançar, agora em 2008, o jornal Transição Socialista, unificando as diversas frentes de atuação do MNN em um único veículo de comunicação e agitação.

Hoje, o movimento realiza um novo e fundamental avanço. Frente ao aprofundamento absoluto da crise mundial, com a turbulência permanente dos mercados financeiros internacionais, a volta da inflação e o avanço cada vez mais claro de governos bonapartistas em toda a América Latina, é necessário e urgente construir uma estrutura mais e mais sólida, avançando na legalização do Movimento Negação da Negação como partido político.

Este foi o passo fundamental que o MNN realizou no dia 07 de setembro de 2008, reunindo mais de 200 fundadores de 11 estados do Brasil para realizar a Plenária Nacional pela Legalização do MNN. Conforme a legislação brasileira, no entanto, ainda é preciso percorrer um duro caminho: para ser reconhecido como partido político plenamente constituído, o MNN precisa recolher pelo menos 500 mil assinaturas de pessoas que apóiem a criação deste novo partido.

Diferente de todos os outros partidos existentes, que compactuam com a corrupção em Brasília, bloqueando o potencial revolucionário da classe trabalhadora e da juventude no Brasil, o MNN será um partido internacionalista que realmente defende os trabalhadores e a juventude, dando voz a todos que estão em luta pela construção de um novo futuro possível, um futuro para além do capitalismo, um futuro para além da miséria, da fome, do desemprego e da barbárie!

ABAIXO A BARBÁRIE CAPITALISTA!
VIVA A IV INTERNACIONAL E O MNN!
VIVA A VIDA!
VIVA O FUTURO!